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10/06/2020

Dez ensinamentos para um jovem advogado

Os estudantes de Direito devem se preparar para enfrentar um mercado profissional cada vez mais competitivo, automatizado, globalizado e abalado por crises econômicas e sanitárias como a da Covid-19. Tive a oportunidade de compartilhar as experiências da minha trajetória ? de advogado, professor e árbitro ? em um almoço com jovens advogados antes da pandemia. Confesso que minha primeira reação ao convite foi de um leve desconforto. Afinal, sabendo do difícil trajeto que os jovens lá presentes teriam a desbravar, não queria iludi-los ou decepcioná-los.

Como advogado no dia a dia e empresário nas minhas horas vagas, ressalto que jovens profissionais transitam bem na área do Direito Empresarial, sobretudo pelas ideias inovadoras e pela energia empregada no seu cotidiano de trabalho.

No ancien régime, do qual faço parte, o advogado era consultado quando um problema já estava em curso e alguma medida legal precisava ser tomada. Nos dias atuais, jovens advogados atuam exponencialmente de forma preventiva, já que os empresários têm entendido que vale mais estruturar seus negócios também na esfera jurídica, para que problemas futuros sejam evitados.

Nesse sentido, é exigido do advogado, mesmo que tenha recém-ingressado em sua carreira jurídica, uma antecipação de condutas e a capacidade de adotar uma postura ostensiva para orientar seus clientes além das consequências jurídicas tradicionais de uma operação. Esse novo e desafiador universo jurídico exige que o jovem advogado busque integrar ao seu conhecimento alguma expertise de áreas correlatas.

Nas entrevistas do livro "Grandes Advogados", das quais tive a honra de participar, há uma ideia clara de que o sucesso profissional no Direito é um processo complexo, que resulta de fatores muito distintos. Além de existir dedicação aos estudos, rapidez na atualização, habilidade na arte da palavra e do conhecimento, empenho na competição profissional ou o acaso de estar na hora e no local certo, há também um componente comum em todos os casos: a paixão pela ciência do Direito.

Sob uma ótica positiva, a paixão impulsiona o estudante e o profissional na busca do crescimento pessoal. É essencial mesmo, a nutrição desta paixão desde a faculdade. Seu entusiasmo irradia-se e gera reflexos que ele, geralmente jovem e pouco experiente, nem tem condições de avaliar. Uma vez formado o profissional, a paixão alavancará sua carreira.

Naturalmente, surge a grande questão na cabeça dos jovens advogados acerca de como se inserir nesse mercado e de que forma agir para ganhar espaço e reconhecimento pelo trabalho e esforço despendidos.

Em síntese, destaco dez pontos que julgo serem os mais relevantes para revisão frequente de jovens advogados, a saber:

As dez diretrizes sugeridas acima devem ser entendidas como conceitos básicos a serem aplicados por todos os jovens advogados no exercício de sua atividade profissional. Oportunidade em que os tópicos supracitados podem ser de grande valia, desde que aplicados com parcimônia e de maneira correta. Em um mercado cada vez mais competitivo, quanto maior for o diferencial do jovem advogado, maior sua chance de êxito no início da caminhada

É claro que o papel individual de um jovem advogado não é algo evidente no início de sua carreira profissional. No entanto, a perseverança de garantir diariamente uma atuação integra será sempre bem reconhecida e é nela que se encontra a felicidade.